Archive for the 'Uncategorized' Category

Lógica da vida

Herman 7 de março de 2008 às 11:02 pm

É tão simples meu amigo seguir a lógica já que da lógica não se duvida.
Mas para ser lógico tem que ser provado matematicamente. Mas lógica é teoria
e portanto, são necessários casos práticos,
pois teoria sem prática é como geladeira em iglu. De nada serve.

E na prática, meu amigo, aplicar uma lógica simplificada é impossível. Entretanto, podemos ver na prática pequenos mundos onde essa lógica pode se encaixar. E seguindo essa abordagem vamos a esses casos:

Problema: Sim, existe carência mas é de carinho e não de sexo. Sexo se compra.
Contexto: Mulher existe em todo lugar, mas infelizmente não me sinto atraído pelas portuguesas. São bonitas, já fiquei com duas. Mas fazer o quê, se a gente fosse simples não existia tanto psicólogo. Sim, existem brasileiras por aqui, mas onde está a vida a minha vida social? Infelizmente é contra minha natureza ir para lugares e conviver com pessoas que eu nunca conviveria apenas para conhecer pessoas interessantes.

Problema: Sim, existe saudade, mas como se mata a saudade? Pelo Skype, pelo MSN, indo uma vez no ano ao Brasil? Quando sua mãe tem um infarte e você não está perto para ajud
ar? Quando um dos seus amigos termina um noivado que você ajudou a acontecer e você não está perto, você faz o quê? Quando um amigo tem um problema grave com um antigo amor e você não o pode ver?
Contexto: Eu sei que meus pais serão sempre meus pais e meus amigos, amigos de verdade, serão sempre meus amigos. Um desses amigos um dia me falou que mesmo distante, sempre
que ele precisou de mim para um conselho, para uma conversa, para um desabafo e uma opinião eu fui um dos poucos amigos que sempre o ajudou. Mas meu amgio, teria sido melhor e me
nos doloroso se ouvesse o olho no olho, um abraço, uma saída no fim de semana. E essas coisas não são possíveis com o Skype ou MSN. E não são as férias que fazem você recuperar isso.

Problema: Sim, existe uma falta de equilíbrio provocada por todos os fatores em conjunto, mas todos eles sem resumem em uma única coisa, conforme ireir concluir mas a frente. Então, assumindo que um único ponto domina ou dita a minha vida ou melhor atrapalha a minha vida, existe um desequilíbrio.
Contexto: Nesse ponto não tem como mudar a minha natureza. Eu simplesmente não gosto do equilíbrio, mas não quero o desequilíbrio. Acredito e tenho a certeza no meu caso que
para ser feliz, preciso de um conjunto de desequilíbrios controlados. Para entender isso, vamos para a putaria, pois com putaria fica mais fácil de entender. Não basta que a mulhe
r seja bonita, inteligente, gostosa e boa de cama. Ás vezes essas coisas, perdem a relevância para mim se a mulher não tiver uma certa tristeza e for complicada. Infelizmente, ou
felizmente, apenas me apaixono por mulheres assim, mas gostaria apenas de me apaixonar por aquelas que tivessem bunda grande (by Millor), mas não consigo. E posso afirmar isso categorigamente pois existem dados estatísticos para comprovar que sempre foi e será assim. Sabe, acho que uma vez falei para você que estava conversando como uma mulher muito fascinante. Começamos a conversar pq ela gostou do que eu escrevia num antigo blog e eu era simplesmente fascinado pelo que ela escrevia no dela. Trocamos e-mails, MSNs, telefones, etc. E nesse processo ela me disse o seguinte: tem certeza de que quer se envolver comigo, eu sou muito complicada? Não sabe ela que eu também sou e que essa frase me deixou mais interessado ainda.
Você ja imaginou se Vinícius, Elis Regina, Cazuza, Arnaldo Antunes para citar alguns fossem equilibrados?
Portanto, se o mundo fosse um completo equilíbrio eu preferiria a morte.

Problema: Sim, eu não estou bem comigo mesmo.
Contexto: Não que eu me ache gordo, ou magro ou velho ou feio. Ou pouco inteligente ou incompetente. Pelo contrário, nunca na minha vida tive tanta auto-confiança em mim. Entretanto, não concordo quando as pessoas me dizem que sou inteligente. Desculpem, eu não sou inteligente mas não sou burrro… Entretanto, existem outras pessoas que são difíceis…
Mas uma coisa eu tenho que confessar não consigo fazer algo que sei fazer ou fazer algo que não me acrescente nada, mesmo que eu não saiba fazer. Isso provoca, tem provocado e irá provocar uma série de problemas profissionais. E não pense que esse mundo de pesquisa em informática me fascina. Não me fascina mais. Já estive em mesa com os melhores pesquisadores de sistemas distribuídos do mundo… Falando de trabalho, comendo água. E na boa, o filho de um amigo meu de 4 anos é tão inteligente quanto a maioria deles. E sabe é essa auto-confiança que me faz chegar perto de mulheres maravilhosas e correr atrás quando eu quero e sem medo de ser eu mesmo. Mas não estou bem comigo mesmo por causa dos outros problemas que me fazem tomar atitudes as vezes desesperadas e contra os meus conceitos.

Conclusão: Tudo isso meu amigo em conjunto é a solidão. Não digo que isso não possa levar a nos perdermos de nós mesmos e procurarmos em vão pela nossa alma. Pode acontecer isso, mas isso não é solidão, isso é o desespero e a loucura que a solidão a longo prazo provoca. Mas tudo isso tem um lado positivo, para você ver que nunca deixei de ser otimista.
Essa vida me mostrou que tudo que eu sabia e tinha como certo de projeto de vida estava errado.

E na vida meu amigo, só existe uma lógica: vida comprovada é apenas uma, e passa muito muito rápido.

Solidão

Edu 7 de março de 2008 às 5:06 pm

Solidão não é a falta de gente para conversar,
namorar, passear ou fazer sexo…
isto é carência.

Solidão não é o sentimento que experimentamos
pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar…
isto é saudade.

Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe,
as vezes, para realinhar os pensamentos…
isto é equilíbrio.

Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos
impõe compulsoriamente para que revejamos a nossa vida…
isto é um princípio da natureza.

Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado…
isto é circunstância.

Solidão é muito mais do que isto.

SOLIDÃO É QUANDO NOS PERDEMOS DE NÓS MESMO E
PROCURAMOS EM VÃO PELA NOSSA ALMA.

[Francisco Buarque de Holanda]

Eu queria ter uma bomba (by Cazuza)

Herman 7 de março de 2008 às 1:20 am

Eu tinha feito um post com essa música mas apaguei.
Infelizmente, eu tenho que colocar aqui.
E apenas uma pessoa vai entender esse post, mas mesmo que apenas ela
entenda isso não tira o mérito da música.
Desculpe, mas a carência me faz utltrapassar todos esses limites minha amiga.
E existe também o vinho e as drogas… Mas acho que essas coisas são apenas mais um forma
de combater a solidão.

Solidão a dois de dia
Faz calor, depois faz frio
Você diz “já foi” e eu concordo contigo
Você sai de perto eu penso em suicídio
Mas no fundo eu nem ligo
Você sempre volta com as mesmas notícias
Eu queria ter uma bomba
Um flit paralisante qualquer
Pra poder me livrar
Do prático efeito
Das tuas frases feitas
Das tuas noites perfeitas

Solidão a dois de dia
Faz calor, depois faz frio
Você diz “já foi” e eu concordo contigo
Você sai de perto eu penso em homicídio
Mas no fundo eu nem ligo
Você sempre volta com as mesmas notícias
Eu queria ter uma bomba
Um flit paralisante qualquer
Pra poder te negar
Bem no último instante
Meu mundo que você não vê
Meu sonho que você não crê

Paradeiro (by Arnaldo Antunes)

Herman 6 de março de 2008 às 3:55 am

Haverá paradeiro para o nosso desejo
Dentro ou fora de um vício?
Uns preferem dinheiro
Outros querem um passeio perto do precipício

Cuidado

Herman 6 de março de 2008 às 3:46 am

Cuidado por não ter cuidado.

Jogo

Herman 5 de março de 2008 às 2:49 am

Entrei num jogo perigoso meu amigo, onde há apenas um destino…
Mas hoje eu tomei uma decisão, parei com outro jogo de pura ilusão.

Clarice

Herman 5 de março de 2008 às 1:47 am

“Roubaram” quase todos os seus livros faz um tempo e agora restam apenas dois na minha estante. Mas nenhum deles se compara a “Felicidade Clandestina”. Eu matei e ninguém desconfia. E apenas você consegue me entender.

Diz a ela Clarice que às vezes a gente mata, mas é apenas para sobreviver, mesmo que seja a esperança.

Não sei

Herman 4 de março de 2008 às 1:45 am

Não me pergunte se há uma linha reta.
Não me pergunte se há o que fazer.
Não me pergunte sobre nada que eu não sei dizer.

Não faço idéia de como terminar esses anos.
Parece que digo para mim mesmo que cheguei num momento
de completo desespero.

Seu doutor

Herman 4 de março de 2008 às 1:19 am

Amanhã vou pedir uma droga que me faça dormir e apagar essa solidão.
Existem tantos rémedios para vários tipos de carência, será que não há um para carência afetiva?
Quando se tem carência de ferro, toma-se gemada e se come fígado.
Quando existe a carênica do plano de saúde, o bom e velho dinheiro sempre ajuda…

Então, seu doutor, por favor, me receite uma substância que faça esquecer que eu não tenho quem esquecer. E quem eu quero parece não me querer e quem eu não quero fica nessa brincadeira de me ter.

Carente

Herman 4 de março de 2008 às 12:25 am

Não me pergunte minha amiga como chegamos nesse ponto.
Quase não havia retorno para tanto desejo.
Mas isso serviu para descobrir o quanto carente eu estou,
pois estava passando por cima de todos os meus conceitos.

Hoje penso na minha antiga paixão.
Na verdade nem eu mesmo sabia o quanto eu me sentia fascinado por aquela mulher.
Mas tudo bem, posso também confessar que não sei dizer quanto de tudo isso é paixão e quanto é carência.
Mas de uma coisa eu tenho certeza, ela me fascina como a muito tempo ninguém me fascina.

Não pense que isso é falta de sexo, não é.
Pois sexo, por sexo, o comprado é mais seguro para a saúde e para o coração.
E acredite que fazendo as contas é muito mais em conta.

É falta de romance, de abraço, de beijo na boca, de pipoca aos macacos.
Falta de dormir abraçado e de sentir saudade.
E o sexo é algo divino quando inserido no meio de tudo isso.

Mas o que tivemos minha amiga foi puramente profano e inseguro. Tudo movido por esse dejeso de acabar por horas com esse tempo de dor. E quando percebemos, a dor era pior e o desejo ainda maior. Mas tudo bem, ainda bem que acabamos. Pelo menos é o que achamos.

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