“Mas ei, ei mãe, por mais que a gente cresça há sempre coisas que a gente não pode entender”*
Edu 21 de dezembro de 2008 às 3:32 pm
Não consigo fazer a divisa dos momentos de transição do eu infante ao adolescente e, deste, ao adulto. Muitas vezes acredito já haver nascido cinquentão, um grande careta num corpo de criança. Em outras ocasiões me vejo com certo complexo de Peter-pan, um eterno infante que resiste em deixar de lado o lúdico, a minha própria Terra do Nunca.
Minha razão diz simplesmente que não existe transição radical e que sigo sendo a mesma criança, o mesmo adolescente e adulto em um só. Uma espécie de triplo Yin-Yang.
Mas eu não entendo. Não registro. As vezes me sinto um grande não. E vejo neste eu adulto os mesmos conflitos do eu criança com a diferença que mascaro muito melhor. Sim, a experiência me faz ler as outras pessoas bem melhor, me socializou, me mostrou caminhos e matou dúvidas.
Será que o poeta não é somente alguém registrando e sofrendo tudo aquilo que não viveu enquanto os outros estão exatamente ocupados em viver e sentir?
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* “Terra de Gigantes” – Engenheiros do Hawaii

