“Você tem medo de que?”
Genaro 23 de maio de 2008 às 1:46 pm
A muito tempo venho pensando o que limita ou ajuda o homem a se manter correto e ético. Por quais razões o ser humano se limita e escolhe dentre possíveis ações aquelas considerada saudáveis ou de certa forma colectivas. São exemplos simples, como o bem vestir, etiqueta, alimentos com menos gordura, busca de informações, cultura e trabalho.
Dentre os possíveis argumentos que motivam o homem, o primeiro e talvez o mais primitivo é o medo. Mas o medo nunca é dissociado do objeto. No caso do homem, o medo está na não aceitação social. Talvez sob uma analize mais primitiva, a educação tem uma bipolaridade entre o medo e o prazer. Aceitamos algo como correcto se tivermos medo do não acão ou tivermos prazer com a mesma. Tem uma expressão popular para o medo. Ouvia, na minha infãncia, que algumas pessoas só aprendem “levando na cabeca”. Uma aluzão à necessidade de alguns a experimentar os efeitos da ação para definir o nivel de medo associado a essa.
Seria então a expressão do homem no seu meio uma forma de controle do meio sobre o homem? Essas interações são difícieis de se generalizar. O papel social lembra o homem das suas responsabilidades para com o meio. O comprometimento por essas responsabilidades faz com que haja uma sinergia entre o homem e o meio, onde o ‘eu’ se beneficia de status por seguir o combinado com ‘voces’. Fica então a questão se o papel social limita o crescimento do ‘eu’ como conciência.


Caro Genaro, vivemos na sociedade dos medos. Medo da chuva, do sol, da vida…O bem comum não e a distribuição igualitária de bens materiais, mas sim, garantir a todos a possibilidade de chegar ao seu fim último. Fim último aqui visto na minha simploria visão como Deus.