“ … família, família. Cachorro, gato, galinha. Família, família…”*

Edu 25 de maio de 2008 às 11:56 pm

Minha confusão tem sido tão grande que acabei por me distanciar de tudo e de todos. Esqueci de que os dias seguiam pasando, perdi total controle sobre o calendário e, agora que estou começando a acordar, me dou conta de que deixei passar algumas datas muito importantes como o aniversário de meu sobrinho-afilhado Gui e de que não consegui falar com meu pai (este eu tentei várias vezes) no aniversário dele.

Mas, mais do que deixar estas datas passarem, o crime foi me distanciar de minha gente; da família e dos amigos. Tem tempo que não telefono para ninguém e passei a fazer mais por obrigação do que por prazer ultimamente. Acho que queria me defender não conversando sobre assuntos espinhosos que na realidade hoje vejo que tem que ser conversados. Não acredito que tenha sido somente defesa. Eu estava muito perdido dentro de mim mesmo.

Durante esta semana pensei muito mais do que o normal em minha família. Pensei muito em família na forma geral da palavra e na minha em específico. Minha filhinha vai precisar de muito tempo para entender a loucura que é a família em que ela está entrando.

Minha mãe tem 7 irmãos: Adalberto, Zé Andrade, Leonora, Manuel, Antônio, Maria Ilda e Raimunda. Não obstante a família de minha mãe foi criada de forma extremamente próxima à famíla da visinha de minha avó na pequena cidade de Antas. Os laços entre as duas famílias foram tão fortes que estas de certa forma se fundiram. E se fundiram a tal ponto que para mim até fins da adolescência era tudo uma família só. E é realmente uma família só apesar de não termos ligações sanguíneas. Então existem mais 6 primos/tios com os quais convivi muito intimamente e convivo até hoje. A maioria deles tiveram mais presença ao longo de minha vida que muitos de meus tios co-sanguíneos. São eles: Mário (meu padrinho), Dadau, Mércia, Marta, Aurí e Leda. Meus filhos vão ter de saída, por parte de mãe, 13 tio-avós.

Por parte de meu pai não é exatamente mais simples. Meus avós paternos morreram quando meu pai ainda era um bebê. Meu pai tinha somente uma irmã: Ceci. Os dois irmãos foram criados por duas irmãs de minha avó. Meu pai foi morar com Antônio e Antônia os quais foram meus avós. Meu pai teve então 6 irmãos mais: Ana, Iara, Betinho, Zélia, Lúcia e Wanda. Com isto já vamos por 7. Meu avô Antônio era uma pessoa espetacular e, tanto a pessoa que cuidava da casa (cuja incrível história vale um post) como sua filha foram criadas em conjunto com a família. Meu pai sempre teve “voinha” como sua mãe e eu sempre a tive como uma avó. E com minha tia Alice, filha de voinha, eu sempre tive uma relação mais do que especial. Minha tia Alice é uma pessoa espetacular e sempre esteve presente fazendo meus desejos infantís virarem realidade especialmente nos meus aniversários. Eram tempos muito alegres quando minha tia aparecia, como que do nada, para nos visitar em casa. Hostórias, contos, comidas e etc. Seus filhos ( ao todo 8 ) sempre foram presentes em minha vida e são alguns dos meus mais queridos primos.

Pois é: 13 tios por parte de mãe e 8 por parte de pai. Agora imagine a penca de primos que eu tenho: ao todo são 51. Não tenho idéia de quantos filhos meus primos tem. Sem contar os maridos e as mulheres. Pensar nisto morando tão longe as vezes dá uma certa tristeza nostálgica porque é muito bom simplesmente aparecer na casa de meus familiares e festejar com eles a vida.

No nível de tios minha filha vai ter a coisa um pouco mais simplificada. Eu tenho somente um irmão de sangue: Leo. Mas tenho um primo que passou vários anos vivendo com meus pais e que cuidou muito de mim quando eu era bem pequeno. Com este tenho uma relação absolutamente especial e ele é de fato um irmão. Assim de minha parte são somente dois tios e, por agora mas aparentemente em definitivo, 3 primos: Mary Ellen, Dino e Gui. Da parte de Jana será somente uma tia e até agora nenhum priminho.

Conlusão: minha árvore genealógica é um verdadeiro jatobá trançado com outras árvores da floresta.

Com diz a música: “Família, família. Papai, vovó, titia. Família, família.”

—–
* Família – Titãs

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