Archive for February, 2008

Futebol

29 de February de 2008 às 1:30 am

Meu amigo Irlandês me convidou para ver um jogo de futebol. Na verdade mais do que um jogo, um clássico por essas bandas: Braga contra Guimarães.

Resolvi aceitar por uma série de razões. Primeiro, nunca estive num estádio de futebol em minha vida. Segundo, ele disse que queria conversar comigo sobre essa idéia de voltar para o Brasil e para facilitar a conversa várias cervejas. Terceiro, eu o considero o cara mais latino depois de todos os brasileiros.

Depois emendamos nuna conversa sobre doação de roupas, eletrodomésticos, etc… Ele disse que tinha interesse pois ele e a ex-esposa nos fins de semana trabalham num ofornato. E depois que lembrei disso resolvi fazer uma caridade, doar o meu playstation que quase não uso por motivos que não interessam no momento. E o que ele me disse foi o seguinte:

– Fuck the kids, bloody hell. I’ll take the playstation.

E continuando a empacotar as coisas encontrei um outro livro que não via a tempo. Como é que as pessoas não a consideram a melhor escritora que um dia já existiu?

“Ela sabia o quer era o desejo – embora não soubesse que sabia. Era sim: ficava faminta mas não de comida, era um gosto meio doloroso que subia do baixo-ventre e arrepiava o bico dos seios e os braços vazios sem abraço.” (by Clarice Lispector)

Indo ao Brasil

28 de February de 2008 às 2:28 am

Hoje foi um dos dias mais complicados e ao mesmo tempo mais descontraídos da minha vida.
Um dia em que eu fechei uma página e conversei com amigos.

Defini uma data de retorno.

E finalmente estou na direção de ir ao Brasil.

Aldous Huxley

26 de February de 2008 às 12:36 am

“Experience is not what happens to you. It is what you do with what happens to you.”

“Chastity – the most unnatural of all the sexual perversions.”

Dormir

26 de February de 2008 às 12:03 am

Ontem eu ouvi a sua voz e acordei assustado.
Uma sombra e um suspiro.
Parecia que eu estava acordado.
Mas acho que tudo não passou apenas de um delírio.

Mas juro que vi e senti o seu corpo ao meu lado.
E acordei cansado como se tivéssemos atravessado a noite.

Mas foi tudo uma ilusão.
Não havia recados dos nossos vizinhos indignados.
Decepção.

Mesmo sem ter vc aqui tenho dormido no escuro.
Não quero a luz invandindo o meu quarto,
pertubando o meu sono,
pois quando durmo é quando não penso no medo
que tenho da solidão.

Perdi o medo da morte.
Perdi o medo de acordar e não ter vc aqui.
Infelizmente, tive que me acostumar,
pois vc não está aqui faz muito tempo.

Aldous Huxley

25 de February de 2008 às 11:52 pm

Loucura e delírio.

Um passeio pelo escuro.

Os sons desconhecidos.

Portas da percepção: o céu e o inferno.

Desculpas

25 de February de 2008 às 11:52 pm

Não passe pela vida a pedir desculpas,
sempre a falar baixo com medo de ser ou estar errado.

Como é bom errar e aprender pois isso se traduz em vida.

Siga firme e forte dizendo o que pensa e respeitando os outros
para ser respeitado.

E no final apenas diga obrigado.

Depois disso eu penso na vida

24 de February de 2008 às 10:44 pm

Não quero nada que me prenda por mais de seis meses.

Mas preciso de uma overdose do Brasil.

Do Brasil não férias.
Do Brasil trabalho, com pessoas vivendo depois do trabalho.
Do Brasil rotina.

E preciso resolver uns problemas antigos que ficaram no Brasil.

Depois disso eu penso na vida.

Se todos os dias fossem assim

24 de February de 2008 às 9:39 pm

Sabe o que mais vou sentir saudade da Europa?
De um grande, grande amigo aqui em Portugal.

Desses que lhe convidam para jantar em casa.
Desses que na Páscoa fazem questão de almoçar com vc num local típico, com a esposa, o filho, o pai, a mãe e a irmã.

Desses que estão preocupados com vc e passam o fim de semana a passear, ir a shows, cafés, etc…

Desses que as 4 da manhã estão a tomar umas com vc e a esposa, discutindo se existe amizade entre homens e mulheres. Se existe alguma amiga que podem apresentar já que conheceram as mulheres mais importantes da sua vida, e de certa forma sabem dos seus erros e gostos.

Desses que querem que vc fique pois de certa forma o futuro profissional deles passa por o terem em Portugal, mas possuem a consciência de que vc precisa partir. E dizem que vc tem que partir.

Sabe, nunca vou esquecer aquele café no meio da montanha, a beira de um lago, cercado de neblina e com uma lareira no centro para afastar o inverno. Essas coisas são cenas de cinema….
E acredite meu amigo, foi a única vez em que sai e que não pensei nos meus problemas. E não havia alcool até aquela altura.

Sabe, nunca vou esquecer o almoço de hoje com seus pais, dizendo para eu me sentir como se estivesse na terra e na casa dos meus pais, desejando que eu tenha as melhores lembranças de Portugal. Nunca vou esquever como foi divertido jogar wii com o seu filho e ver como vc se transforma quando está com ele…

Sabe, isso tudo me faz sentir uma dor no coração. Mas nem todos os dias são assim.

Empacotando as coisas

23 de February de 2008 às 2:46 pm

Comecei a empacotar as coisas para entregar o apartamento.
E encontrei um livro que não via a muito tempo. E no livro vi um poema:

desolação

áspera é a noite
sem virtude a espera.

Eu entendo, apenas agora

23 de February de 2008 às 1:48 pm

Agora eu entendo vc meu primo. A quase um ano eu estava em Trondheim pensando na hípotese de um trabalho, e vc me disse o seguinte:

– Não faça isso. Isso é um inferno branco. Para conseguir viver aqui em Oslo eu tomo remédio para dormir. E quando tenho férias a última coisa que quero ver é a Europa. Não faça isso. Desista enquanto pode.

Não entendi pq não é possível desistir a qualquer momento. Mas isso não importa agora. Nunca vou esquecer esse seu telefonema.

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