Se eu quiser falar com Deus Tenho que me aventurar Tenho que subir aos céus Sem cordas pra segurar Tenho que dizer adeus Dar as costas, caminhar Decidido, pela estrada Que ao findar vai dar em nada Nada, nada, nada, nada Nada, nada, nada, nada Nada, nada, nada, nada Do que eu pensava encontrar
(Trecho da Música: “Se eu Quiser falar com Deus” de Gilberto Gil)
Sete volumes e mais de três mil páginas de puro prazer ou diria loucura. Esse título explendido apenas se compara com a “Insustentável Leveza do Ser” que descreve o ser humano com uma perfeição incrível: “somos tão efêmeros e carregados de culpas e desejos que por vezes não nos sustentamos na vida”.
Mas hoje decidi que iria “Em Busca do Tempo Perdido” de Proust. Talvez pelo título representar com clareza algo que estou vivendo atualmente. E por vezes me perguntar se alguém consegue recuperar o tempo perdido… Mas enfim, essa escolha do livro começou da seguinte maneira.
Passei a tarde numa livraria lendo diversos trechos de livros para decidir qual o autor, que ainda não conheco, eu deveria obrigatoriamente conhecer. Concordo meu amgio que foi um pouco injusto com vários autores que requerem um leitura e uma releitura de suas obras para um bom entendimento. Mas era o que eu podia dar naquele momento. Então, comecei por Nietzsche e sentei com uma concentração que não me acompanhava a anos para comecar a ler “Além do Bem e do Mal”. Pelo título me pareceu que encontraria um discurso sobre que o que é certo ou errado ser extramente relativo e depender de questões culturais e históricas. E talvez seja algo nesse sentido mas que coisa chata.
Partir então para Albert Camus… Já tinha tentado ler no passado o livro “O Estrangeiro”, acredito que muito pela influência da banda “The Cure” que tinha a música “killing an Arab” como uma impressão digital do livro, ma não tinha conseguido acabar. Muito mas muito chato. Mas mesmo com esse pre-conceito tentei hoje um outro livro: “A Peste”…. Não vale a pena nem comentar.
Na verdade começo a achar que todos os filósofos são chatos. Mas não irei ser tão pedante. Talvez o meu nível cultural não me permita ainda ler essas coisas já que para mim o melhor filósofo ou filósofa ainda continua sendo minha velha e boa Clarice Lispector.
Passei então para Graciliano Ramos… E ai meu amigo vc deve estar se pergutando como uma pessoa não conhece Graciliano Ramos? E eu apenas respondo: Felizmente ainda existem coisas boas no mundo que não conheco e que justificam a minha existência por mais um tempo. Mas não sei porque não comprei nada dele apesar de um livro ter me chamado muito a atenção: “Insônia”. Lembrei logo desse mal que nos afeta e nos impede de desligar e nos faz pensar e repensar e as vezes desfazer o pensamento e esquecer algumas vezes o que já pensamos.
Passei por outros autores como Dostoiévski e kafka. Esse último para mim um dos maiores gênios da literatura. Não conheço ainda sua obra por completo mas quase compro o livro “O Veredicto”. Desisti apenas pelo fato de já conhecer algumas das suas coisas como a “A Metamorfose”, “O Castelo”, “O Processo”, entre outras obras.. O primeiro autor dispensa comentários mas por ter visto o filme “Crime e Castigo” resolvi não comprar o livro. Eu sei, eu sei… O livro é sempre melhor do que o filme. Mas isso não apaga o fato de eu ter conhecimento do enredo.
E foi então que me deparei com Proust. O título que já havia me fascinado em outras referências estava me instigando para leitura… Eu tento recuperar o tempo perdido… Eu busco e desejo isso de uma forma quase incontrolável mas ao mesmo tempo racional.
Sabe eu quero ser Jornalista, Publicitário ou Escritor.
Relacionamento é uma coisa complicada. E principalmente o relacionamento com a morte, com o sofrimento e com a dor que normalmente precedem esse fato.
Essa dificuldade de relacionamento com a morte não é algo novo. Já é um trauma antigo.
A primeira morte da qual tenho conchecimento e que de certa forma afetou a minha vida, foi a da vó de meu melhor amigo de infância… Chorei porque gostava muito dela. Mas não consegui ir até o hospital para fazer visitas e nem ir ao enterro. Na verdade o primeiro enterro que eu fui foi aos 24 anos. O enterro de um ente querido.
Depois de um acidente de carro fiquei com medo ainda maior da morte. O medo era tanto que não andava de costas para o trânsito e nem perto da pista para evitar cair e ser atropelado. Ganhei pânico de avião.
Essas loucuras já passaram, mas ainda não sei lidar com a morte e vivo com medo dela a cada instante. Tenho medo de ao estar morrendo me arrepender de não ter amado o suficiente, de não ter sido alegre o suficiente, de não ter sido bom o suficiente, de não ter chorado o suficiente. E tenho muito mas muito medo de morrer só e sem dignidade
Exceto pai e mãe, aquelas pessoas nas quais eu deveria ter total confiança e nas quais eu tive me decepcionaram profundamente. Acredito que a raiva de um fim de relacionamento cega as pessoas e as leva a tomar atitudes insensatas. É por isso que não guardo nenhuma mágoa já que esses atos foram frutos de uma cegueira temporária.
Entretanto, aquelas nas quais me disseram para não confiar são aquelas que nunca traíram a minha confiança.
Levei 10 anos sem entender a essência da vida. E mais 5 anos num penoso processo de aprendizado para descobrir que o que importa pode ser resumido em duas palavras: amigos e família.
E os pequenos e simples eventos que conectam as pessoas desses dois mundos representam o viver. Não são necessárias grandes festas.
E o engraçado meu amigo que no vídeo que colocou no post anterior, entre os conselhos dados estão justamente esses. O que importa são os amigos e a família. Parecem coisas tão óbvias e claras mas não são. Vc bem sabe disso. E houve um tempo meu amigo, não sei se lhe falei isso, em que eu acreditava apenas em trabalho e sexo.
Entre os conselhos dados, em especial, eu destaco o que se segue. O meu objetivo de vida atual:
“Understand that friends come and go, but for the precious few you should hold on. Work hard to bridge the gaps in geography in lifestyle because the older you get, the more you need the people you knew when you were young.”
Meu amigo para completar essa tragédia que as vezes pode ser o ser humano. Uma pessoa hoje me lembrou de um fato que um ser humano que dizem que fui eu falou: “Não estou trabalhando. Estou me divertindo”. Isso em pleno sábado a tarde.
Felizmente esse antigo eu morreu, de uma morte lenta e dolorosa de 5 anos.
Se eu pudesse dar um conselho em relação ao futuro, eu diria: “usem protetor solar”. Os benefícios, em longo prazo, do protetor foram cientificamente provados, os demais conselhos que dou baseiam-se unicamente em minha própria experiência. Eis aqui os conselhos: Desfrute do poder e da beleza de sua juventude. Ah, esqueça! Você só vai compreender o poder e a beleza de sua juventude quando já tiverem desaparecido.Mas, acredite em mim. Dentro de 20 anos, você olhará suas fotos e compreenderá, de um jeito que não pode compreender agora, quantas oportunidades se abriram para você e o quanto você era realmente fabuloso. Você não é tão gordo quanto você imagina. Não se preocupe com o futuro! Ou se preocupe, se quiser, sabendo que a preocupação é tão eficaz quanto tentar resolver uma equação de álgebra mascando chiclete. É quase certo que os problemas que realmente têm importância em sua vida são aqueles que nunca passaram por sua mente, como os que tomam conta de você às quatro da tarde em uma terça-feira ociosa. Todos os dias faça alguma coisa que te assusta. Cante. Não trate os sentimentos alheios de forma irresponsável. E não tolere aqueles que agem de forma irresponsável em relação a você. Use fio dental. Não perca tempo com a inveja. Algumas vezes você ganha, algumas vezes perde. A corrida é longa e, no final, tem que contar só com você. Lembre-se dos elogios que recebe e esqueça os insultos. Se conseguir fazer isso, diga-me como. Guarde suas cartas de amor e jogue fora seus extratos bancários antigos. Estique-se. Não sinta culpa se não sabe muito bem o que quer da vida. As pessoas mais interessantes que eu conheço não tinham, aos 22 anos, nenhuma idéia do que fariam na vida. Algumas das pessoas interessantes de 40 anos que conheço ainda não sabem. Tome bastante cálcio e seja gentil com seus joelhos. Você sentirá falta deles quando não funcionarem mais. Talvez você case, talvez não. Talvez tenha filhos, talvez não. Talvez divorcie-se aos quarenta, talvez dance uma valsinha quando fizer 75 anos de casamento. O que quer que faça, não se orgulhe nem se critique demais. Todas as suas escolhas tem 50% de chance de dar certo. Como as escolhas de todos os demais. Curta seu corpo da maneira que puder. Não tenha medo dele ou do que as outras pessoas pensem dele. Ele é seu maior instrumento. Dance. Mesmo que o único lugar que você tenha para dançar seja sua sala de estar. Leia todas as instruções. Mesmo que você não as siga. Não leia revistas de beleza. A única coisa que elas fazem é mostrar você como uma pessoa feia. Saiba entender seus pais. Você nunca sabe a falta que vai sentir deles. Seja agradável com seus irmãos. Eles são seu melhor vínculo com seu passado e aqueles que, no futuro, provavelmente nunca deixarão você na mão. Entenda que amigos vão e vêm, mas que há um punhado deles preciosos, que você tem que guardar com carinho. Trabalhe duro para transpor os obstáculos geográficos e da vida, porque quanto mais você envelhece mais precisa das pessoas que conheceram você na juventude. More em Nova York, mas mude-se antes que a cidade transforme você em uma pessoa dura. More no Norte da Califórnia, mas mude-se antes de tornar-se uma pessoa muito mole. Viaje. Aceite certas verdades eternas: Os preços sempre vão subir; Os políticos são todos mulherengos; e Você também vai envelhecer. E, quando envelhecer, vai fantasiar que, quando você era jovem: Os preços eram acessíveis; Os políticos eram nobres de alma; E as crianças respeitavam os mais velhos. Respeite as pessoas mais velhas. Não espere apoio de ninguém. Talvez você tenha uma aposentadoria, talvez tenha um cônjuge rico, mas você nunca sabe quando um ou outro pode desaparecer. Não mexa muito com seu cabelo, senão quando tiver quarenta anos, vai ficar com a aparência de oitenta e cinco. Tenha cuidado com as pessoas que lhe dão conselhos, mas seja paciente com elas. Conselho é uma forma de nostalgia. Dar conselho é uma forma de resgatar o passado da lata de lixo, limpá-lo, esconder as partes feias e reciclá-lo por um preço maior do que realmente vale.
Mas, acredite em mim sobre o protetor solar.
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Ladies and Gentlemen of the class of ‘97… wear sunscreen.
If I could offer you only one tip for the future, sunscreen would be IT.
The long term benefits of sunscreen have been proved by scientists whereas the rest of my advice has no basis more reliable than my own meandering experience.
I will dispense this advice now.
Enjoy the power and beauty of your youth. Never mind. You will not understand the power and beauty of your youth until they have faded. But trust me, in 20 years you’ll look back at photos of yourself and recall in a way you can’t grasp now how much possibility lay before you and how fabulous you really looked.
You are NOT as fat as you imagine.
Don’t worry about the future; or worry, but know that worrying is as effective as trying to solve an algebra equation by chewing bubblegum. The real troubles in your life are apt to be things that never crossed your worried mind; the kind that blindside you at 4pm on some idle Tuesday.
Do one thing every day that scares you.
Sing.
Don’t be reckless with other people’s hearts, don’t put up with people who are reckless with yours.
Floss.
Don’t waste your time on jealousy; sometimes you’re ahead, sometimes you’re behind. The race is long, and in the end, it’s only with yourself.
Remember compliments you receive, forget the insults; if you succeed in doing this, tell me how.
Keep your old love letters, throw away your old bank statements.
Stretch.
Don’t feel guilty if you don’t know what you want to do with your life. The most interesting people I know didn’t know at 22 what they wanted to do with their lives, some of the most interesting 40 year olds I know still don’t.
Get plenty of calcium.
Be kind to your knees, you’ll miss them when they’re gone.
Maybe you’ll marry, maybe you won’t, maybe you’ll have children, maybe you won’t, maybe you’ll divorce at 40, maybe you’ll dance the funky chicken on your 75th wedding anniversary. Whatever you do, don’t congratulate yourself too much or berate yourself, either. Your choices are half chance, so are everybody else’s. Enjoy your body, use it every way you can. Don’t be afraid of it, or what other people think of it, it’s the greatest instrument you’ll ever own.
Dance. Even if you have nowhere to do it but in your own living room.
Read the directions, even if you don’t follow them.
Do NOT read beauty magazines, they will only make you feel ugly.
Get to know your parents, you never know when they’ll be gone for good.
Be nice to your siblings; they are your best link to your past and the people most likely to stick with you in the future.
Understand that friends come and go, but for the precious few you should hold on. Work hard to bridge the gaps in geography in lifestyle because the older you get, the more you need the people you knew when you were young.
Live in New York City once, but leave before it makes you hard; live in Northern California once, but leave before it makes you soft.
Travel.
Accept certain inalienable truths, prices will rise, politicians will philander, you too will get old, and when you do you’ll fantasize that when you were young prices were reasonable, politicians were noble and children respected their elders.
Respect your elders.
Don’t expect anyone else to support you. Maybe you have a trust fund, maybe you’ll have a wealthy spouse; but you never know when either one might run out.
Don’t mess too much with your hair, or by the time you’re 40, it will look 85.
Be careful whose advice you buy, but, be patient with those who supply it. Advice is a form of nostalgia, dispensing it is a way of fishing the past from the disposal, wiping it off, painting over the ugly parts and recycling it for more than it’s worth.
Férias descanso viagens. Mas meu amigo como tiro férias de mim mesmo ? Pode ser a prestação e inclusive em horários não laborais. Estou cansado de ser eu mesmo todos os dias.
Sabe meu amigo tenho que aprender a ser menos impulsivo. Tenho que aprender a desacelerar o coração e diminuir a adrenalina.
Finalmente consigo entender que sou viciado nisso e que tenho usado essa loucura para ser feliz.
Empresta-me um pouco da sua razão. E se quiser tenho loucura em abundância para dar e vender. Mas acho que ninguém se interessa por isso.
Essas férias, meu amigo, foram as melhores de toda a minha vida. Sabe, depois delas, eu consigo me entender muito mais em vários aspectos. E entendo que tenho que aprender a ser feliz sem ser louco. Mas nunca tinha percebido o impacto devastador e viciante que isso pode ter numa vida.
E sabe como descobri isso ? Conheci uma mulher fascinante nessas férias e comecei a tentar conquistá-la… Não apenas por jogar, é claro, mas pq estava muito interessado nela e me apaixonando. Sabe o coração acelerado e a adrenalida. O impulso, o desejo. E quanto mais impulsivo eu era, mais feliz eu ficava. Tive que ter muito controle para diminuir essa ansiedade embriagada com felecidade. Mas mesmo assim ainda acho que passei em muito dos limites.
E não pode ser assim meu amigo. Da próxima vez tenho que aprender a ser comedido e a jogar mais com a paciência.
Não não pense que é inexperiência não… Eu sabia das possíveis reações e nunca errei.
O bom de viajar não é conhecer lugares. O bom de viajar é conhecer pessoas. Os seus costumes e a relações que estabelecem com o próprio lugar. Sem elas os lugares não fazem sentido.