Archive for janeiro, 2008

Sexta, depois da volta II

Herman 25 de janeiro de 2008 às 11:56 pm

Mesmo depois do alcool resolvi continuar a escrever, pois a cabeça não parava de pensar e, pelo menos por hoje, não aguento mais essa conversa onde eu sou ao mesmo tempo eu e voc?.

Tenho que confessar que esse medo da solidão já me levou a situações absurdas. Já sustentei situações inacreditáveis pelo simples medo de ficar só.

No meu último relacionamento, conheci uma mulher fantástica. Sabe quando voc? conhece uma mulher bonita, inteligente, com um bom papo, excelente na cama e com os olhos cheios de paixão pela vida. E não esqueça com uma certa tristeza… Não sei dizer a voc? porque eu tenho esse fascínio pela tristeza feminima. Mas todas as mulheres pelas quais eu realmente me interessei tinham isso… Não sei explicar. Talvez porque eu acredite que para a pessoa saber o que quer da
vida, saber ser feliz e dar valor a mim, tem que saber o que é sofrer. Talvez eu seja assim. Mas tenha certeza de uma coisa, posso estar triste e solitário
agora, mas me considero uma pessoa muito alegre e divertida.

Há e tem uma coisa importante… Nunca teria coragem de falar isso a você pessolamente, mas uma mulher tem que gritar, tem que perder o controle na hora do
sexo, tem que me usar. Sou do princípio que mais cedo ou mais tarde um homem depois de proporionar esse prazer a uma mulher vai chegar ao orgasmo sem problemas.

Sim. Encontrei essa mulher e tinha decidido que iria ficar com ela para o resto da vida Sei que voc? pensou isso também e ficou feliz por mim. E como há muito tempo eu não via em você esse sorriso, tenho certeza que concordou com a minha descião. Fazia muito tempo que não concordavámos em algo, mas tenho a certeza pelo seu sorriso que concordamos.

Entretanto, os conceitos que eu tinha para uma boa mulher não estavam completos. Voc? tentou conversar comigo sobre isso, mas eu não o ouvi. Desculpe, agora
com toda a honestidade e sinceridade. Entretanto, eu tenho uma ressalva aqui com relação aos seus alertas. Por favor, não faça alertas me recriminando, pois nunca vou prestar atenção… E mais uma coisa, não queira uma substituta para sua posição, pois o que preciso é de uma companheira.

Infelizmente, esse relacionamento não deu certo, pois não cultivei coisas importantes e porque a pessoa com quem eu estava não teve a estabilidade suficiente pra ver que como ela eu não sou uma pessoa tão simples.

Mas tenha certeza, teria movido montanhas por essa pessoa. Você bem sabe das coias que suportei, das pressões que sofri… Pressões que muitas vezes vinham
de voc?. Quantas vezes eu pensei em sumir naqueles momentos. Meu Deus, não tinha paz em nenhuma situação, mas contiuava suportando aquela situção porque ama
va, amo voc? e estava completamente apaixonado por aquela pessoa. Sim, num primeiro instante suportei tudo isso porque estava completamentamente apaixonado
e gostava de verdade. Tinha esperanças que as coisas iriam mudar. Mas num segundo momento, eu apenas tinha medo da solidão. Não consigo confessar isso para
você, mas é a pura verdade.

Mas até essa capacidade de perdão e essa capacidade de suportar coisas que as vezes são surrealistas são frutos dessa relação que tenho com voc?. Tenho a sensação que estou sempre errado e para conservar as pessoas ao meu lado tenho que suportar coisas que normalmente seriam insuportáveis por outra pessoa.
Infelizmente, esse relacionamento não durou muito, e fui aprendendo aos poucos a conviver com a solidão, mas não posso esquecer de que tenho uma grande parcela de culpa para o término.

Quando fui ao Brasil, a tentativa de resolver os nossos problemas foi um fracasso total. Eu sei que voc? tentou e a culpa foi toda minha pois tinha criado uma série de mecanismos de defesa. Mas juro que tentei… Nunca lhe falei, e talvez voc? nunca saiba, mas até sai com uma mulher que era sua amiga… Mas que coisa desagradável. Prefiro nem comentar para evitar qualquer problema ou indelicadeza. Tinha desistido de seguir qualquer conselho seu no sentido de relacionamento. Felizmente, para o nosso bem na úlima semana voc? me apresentou uma outra mulher fantástica, bonita, inteligente e com certeza com uma certa tristeza. Eu sei que percebeu o meu interesse pois conversei o tempo inteiro com ela… Fui tão perfeito na minha conversa que ela comentou que o namorado iria trabalhar o carnaval e ela ficaria sozinha. Infelizmente, ela e voc? não sabem como depois dessa frase qualquer possibilidade de um relacionamento futuro tinha acabado. Desculpe, mas fidelidade para mim é extramente importante, mesmo que isso signifique sofrer por causa da solidão. Desculpe ? Mais uma vez por força do hábito. Não tenho razão para pedir desculpas, mais honesto e correto do que isso impossível.

Para completar esse episódio, naquele momento estava apaixonado por uma outra pessoa, apesar de nunca se quer ter lhe dado um beijo e nem um abraço mais apertado, mas estava apaixonado. Tenho a certeza que nunca iria confessar isso para voc?, pois sei que iria ser recriminado. E se voc? soubesse das mulheres que rejeitei por causa dessa paixão ficaria ainda mais decepicionado comigo. Felizmente não sou igual a voc? que muitas vezes me encorajou a trair ou a ficar com mulheres que não me interessavam. Sou fraco, eu sei. E talvez hoje por essa fraquesa acredito que deveria ter ouvido mais os seus conselhos, mesmo aqueles em forma de recriminaçao.

Desculpe…

Sexta, depois da volta I

Herman 25 de janeiro de 2008 às 9:35 pm

Como eu gostaria agora de dizer sem medo de ser repreendido que choro todos os dias por ter de enfrentar o meu maior medo: a solidão. Como eu gostaria de poder chorar na sua frente sem ser discriminado. Eu sei que não sou tão forte como voc?, mas sei que também chora por eu não dizer a voc? o que sinto, o que penso da vida e o que quero para o meu futuro.

Hoje não tenho resposta para essas perguntas, e vejo a minha vida tomando um rumo que não esperava. Não culpo o mundo e nem as pessoas, pois tenho plena consciência que estou onde estou em decorrência dos meus próprios atos. Portanto, todos os fracassos e as vitórias são essencialmente minhas com pequenos momentos compartilhados com algumas pessoas. Se hoje eu estou aqui, a culpa é absolutamente minha pois estou onde de certa maneira gostaria de estar. Mas esqueci nesse longo percurso de cultivar coisas importantes para poder desfrutar de quem eu sou e de onde estou.

Mas tudo isso é reflexo de uma tentativa quase desesperada de ser tão forte como voc?. Mas não sou, sou fraco e tenho medo da solidão e como eu queria dizer isso para voc?. Mas não tenho coragem, pois tenho certeza que iria ser recriminado ou de alguma maneira super-protegido. Já tentei no passado dizer quem eu sou e como eu sou. Sou fraco, inseguro e tenho medo da vida muitas vezes. É por isso que preciso de algumas loucuras para poder prosseguir, pois não iria sair do chão se pensasse muito.

Estou tão confuso e gostaria tanto de compartilhar isso com voc? mas não posso, pois não suportaria mais uma recriminção. Já basta o quanto eu me recrimino todos os dias e o grau de exigência que coloco nas coisas que faço. Tudo isso é uma tentativa de mostrar que um dia poderei ser tão forte como voc?. Mas não sei se consigo…

Hoje me sinto tão solitário, mas não posso dizer isso a você. Eu sei que existem milhões de mulheres pelo mundo, mas nem todas me interessam. E aqui conto um parábola que costumo usar.

O homem é um pescador e existem vários tipos de peixe. Existem peixes como o baiacu que se come, mas requer um cuidado muito grande pois podemos morrer ao comer. Nunca experimentei, mas dizem que a carne é deliciosa. Existem peixes como o vermelho que são ótimos e não requerem nenhum trabalho. Existem dias que o mar não está para peixe e ser um pescador requer uma dedicação e uma paciência incríveis, mas na maioria das vezes há sempre um peixe a morder a isca. E cabe ao pescador decidir se irá comer ou não aquele peixe. E como bons pescadores, os homens sempre exageram na qualidade do peixem que pegaram. E é claro, se o mar não está para peixe podemos sempre passar no supermercado.

Não comece a recrimminação antes de eu explicar que nunca faltou peixei para mim. Entretanto, a maioria deles eu sempre libertei pois não estava interessado. Na verdade poucos peixes me interessam e por isso estou tão solitário. Poderia confessar para voc? que no passado fui frequentemente ao supermercado, não para procurar peixes diferentes, mas apenas para saciar a fome que em alguns momentos era insuportável. Mas isso apenas aumentou a solidão, mas pelo menos me libertou da infelicidade de ser indelicado com alguns tipos e espécies de peixe que não me agradavam. Se eu falasse isso a voc? muito provavelmente iria me comparar a uma pessoa, e eu com certeza não iria ficar chateado com a comparação, pois tenho medo, muito medo de acabar como ele. Nesse aspecto começo a concordar com voc?. Talvez, eu seja um completo fraco como um pescador, talvez eu deva simplesmente apanhar todos os peixes que sejam fisgados. Talvez…

Mas agora onde estou, se eu tentasse pegar peixes e não conseguisse ficaria ainda mais rígido e decepicionado comigo mesmo. Sei que quando esteve aqui, pessoas quiseram apresentar mulheres para mim, pois conheceram como voc? é forte e seguro. Entretanto, não estou num momento para fracassos e não sou igual a você. Não posso reclamar das probabilidades, pois das duas tentativas de pesca por aqui fui bem sucedido nas duas. Mas agora tenho muito, mas muito medo, pois um fracasso seria o tiro de misericórdia.

Desculpe, mas as vezes tenho vontade de desistir e voltar. E muitas vezes por não ter coragem de enfrentar você e dizer cara a cara que fui fraco e covarde, tenho vontade de desistir da vida. Mas até mesmo para desistir da vida tenho medo. É preciso muita coragem para isso e não tenho. Portanto, as vezes tenho vontade de vender tudo que tenho e desaparecer no mundo, mas acho que não teria coragem, mas seria uma loucura que me daria pelo menos forças para alguns momentos de vida.

Não sei porque estou pedindo desculpas pois não fiz nada de errado. Mas até isso é consequência dessa relação que tenho com voc?. Sempre me disse que eu não podia mais errar e eu nunca soube o que tinha feito de errado. Por não saber isso, sempre assumi que estava fazendo algo de errado ou que iria fazer. Sabe, levou muito tempo para eu perceber que nunca, nunca deveria pedir desculpas por algo que não fiz ou por fazer algo que não tinha consciência.

Mas em outra altura, eu falo mais sobre esse sentimento de culpa que carrego no peito e que irá me perseguir até o resto dos meus dias. Hoje eu apenas queria deitar no seu colo e dizer que estou solitário. E para reduzir essa solidão eu escrevo e converso comigo mesmo. Não sabe quanto diálogos travei nesses últimos anos… Perdi em todos, e muitas vezes cheguei ao ponto de pensar que estava enlouquecendo. Muitas vezes chorava a noite escondido para voc? não perceber. Com certeza não tem consci?ncia dos diálogos que travei comigo e com voc?. Foram diálogos fortes, pungentes…

Tenho ainda tanta coisa para dizer, mas depois de tanto alcool não consigo escrever. Tudo bem, agora tenho que pedir desculpas…

Curta o caminho

Herman 24 de janeiro de 2008 às 9:11 pm

Meu amigo, enviei esse texto como parte de um email para uma pessoa mas gostei tanto dele que resolvi deixar um registro aqui.

“Quando estive ai no Brasil fiz a seguinte pergunta a vários amigos e amigas… Onde eles se viam daqui a 10 anos ? E me disseram que eu estava ficando velho. Mas acho que não, pq sempre pensei nisso. Ou se calhar eu sempre fui velho.

Hoje estou onde pensei estar a 10 anos atrás apesar de não ter encontrado nada do que eu pensava encontrar. Então, vá com calma e se faça essa pergunta todos os dias e cada dia dê um passo pequeno para chegar onde vc quer chegar. Mas o principal de tudo, curta cada passo que der, o local que vc está, o trababalho e as pessoas com quem vc está. Se essas coisas não estão bem, de nada vale o seu objetivo final pq o caminho eh longo e no fim pode não encontrar o que esperava. Se o seu trabalho está ruim tente fazer com que ele fique bom… Comece a ver em vc as atitudes que fazem com que ele não esteja bom. Acredite tem sempre alguma coisa. Se não resolver procure mudar de trabalho.”

No contexto em que enviei a mensagem não cabia o que acrescento agora, mas que acho de fundamental importãncia.

“Mas não se esqueça nunca de equlibrar razão e emoção. Não esqueça de reservar nos seus objetivos um espaço bastante grande e eu diria a maior fatia para a sua família, os seus amigos e os seus amores.”

Herman 24 de janeiro de 2008 às 12:51 am

Eu apenas queria que você soubesse
Que aquela alegria ainda está comigo
E que a minha ternura não ficou na estrada
Não ficou no tempo presa na poeira

(Gonzaguinha)

Mude

Edu 23 de janeiro de 2008 às 10:36 pm

(Autor desconhecido)

Mas comece devagar, porque a direção é mais importante que a velocidade.

Sente-se em outra cadeira, do outro lado da mesa.

Mais tarde, mude de mesa.

Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua. Depois, troque o caminho, ande calmamente por outras ruas, observando com atenção os lugares por onde você passa.

Tome outros ônibus. Mude por uns tempos o estilo das roupas; dê os sapatos velhos, e procure andar descalço alguns dias ¿ nem que seja em casa.

Tire uma tarde inteira para passear livremente, ouvir o canto dos passarinhos ou o ruído dos carros.

Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda.

Durma no outro lado da cama. Em seguida, procure dormir em outras camas.

Assista a outros programas de TV, leia outros livros, viva outros romances ¿ nem que seja em sua imaginação.

Durma mais tarde. Durma mais cedo.

Aprenda uma palavra nova por dia.

Coma um pouco menos, coma um pouco mais, coma diferente; escolha novos temperos, novas cores, coisas que você nunca ousou experimentar.

Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes, tome outro tipo de bebida, compre pão em outra padaria.

Almoce mais cedo, jante mais tarde, ou vice-versa.

Tente o novo todo dia: o novo lado, o novo método, o novo sabor, o novo jeito, o novo prazer, a nova posição.

Escolha outro mercado, outra marca de sabonete, outro creme dental.

Tome banho em novos horários.

Use canetas de outras cores.

Vá passear em outros lugares.

Ame cada vez mais, de modos diferentes. Mesmo achando que a outra pessoa pode ficar assustada, sugira o que sempre sonhou fazer, na hora do sexo.

Troque de bolsa, de carteira, de malas, compre novos óculos, escreva outras poesias.

Abra conta em outro banco. Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros, outros teatros, visite novos museus.

Mude. E pense seriamente em arrumar um outro emprego, uma nova ocupação, um trabalho mais parecido com o que você espera da vida, mais digno, mais humano.

Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as: seja criativo.

E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa, longa, se possível sem destino.

Experimente coisas novas. Troque novamente. Mude, de novo. Experimente outra vez.

Você certamente conhecerá coisas melhores e coisas piores do que as já conhecidas, mas não é isso o que importa. O mais importante é a mudança, o movimento, o dinamismo, a energia.

Só o que está morto não muda, e você está vivo.

Momento de vida…

Edu 23 de janeiro de 2008 às 10:35 pm

“Haja teto pra tanto desabrigo
Haja palavra pro que eu não digo
Haja instinto e haja saída pra tanto labirinto…”
(Haja – Christiaan Oyens e Zélia Duncan)

Sem planos

Herman 23 de janeiro de 2008 às 9:22 am

Estou quase assumindo essa postura radical: http://semplanos.com
Se inveja matasse eu teria morrido instantaneamente ao ver esse site.

Mutação by Millôr

Herman 22 de janeiro de 2008 às 12:04 am

Já não sou mais aquele – e ainda não sou outro.

Feliz ano novo atrasado…

Edu 18 de janeiro de 2008 às 5:42 pm

Recebi este email de uma amiga… e desejo o mesmo a todos:

“Amigas e amigos

Neste novo ano que se inicia, eu lhe desejo mais tranqüilidade. Desejo que assista a um pôr-do-sol no Porto da Barra e que leia, no mínimo, dois bons livros. Desejo muitos instantes de silêncio e algumas noites de festa. Eu lhe desejo também mais banho de mar e menos, bem menos, banho-maria. Desejo coragem e determinação. No ano novo que começa logo no raiar dessa terça-feira, eu lhe desejo domingos em família e, entre poucos amigos, tardes de sextas-feiras.

Neste ano novíssimo em folha que lhe chegará sem surpresa, eu lhe desejo gavetas em ordem e contas em dia. Eu lhe desejo amor de verdade e fantasia de mentira. Desejo ainda três motivos para comemorar e ou-tros tantos para chorar. Sim. Eu lhe desejo emoção. Desejo descobertas, encontros e pelo menos um recomeço. Pode ser de um livro ina-cabado ou de um velho amor interrompido. No ano que se aproxima, eu lhe desejo prazeres a mais e quilos a menos.

Neste ano que o espera ao dobrar a próxima esquina, eu lhe desejo que acredite mais na própria intuição. Desejo que reveja conceitos e recicle o lixo. Eu lhe desejo confiança em si mesmo e fé no seu irmão. Desejo que pratique um esporte e aprenda uma outra língua. E lhe desejo também idéias novas e amigos antigos. Desejo almoços intermináveis, momentos incomparáveis, companhias inesquecíveis.

Neste futuro tão próximo que se anuncia, eu lhe desejo risadas sonoras e brilho no olhar. Desejo boas notícias, sonhadas conquistas e alguma importante decisão. Eu lhe desejo ainda coisas inesperadas, situações imprevisíveis, pessoas surpreendentes. Desejo bons vinhos, bom papo e muitos brindes. Desejo, como é de praxe, um ano que seja novo e feliz. Acima de tudo, em 2008, eu lhe desejo. E ponto final. Tintim! “

That’s why a like Kafka

Herman 18 de janeiro de 2008 às 3:08 pm

He sounds like me:

No mundo kafkaniano, os personagens não sabem que rumo podem tomar, não sabem dos objetivos da sua vida, questionam seriamente a existência e acabam sós, diante de uma situação que não planejaram, pois todos os acontecimentos se viraram contra eles, não lhes oferecendo a oportunidade de se aproveitar da situação e, muitas vezes, nem mesmo de sair desta. Por isso, a temática da solidão como fuga, a paranóia e os delírios de influência estão muito ligados à obra kafkiana, sendo comum a existência de personagens secundários que espiam, e conspiram contra o protagonista das histórias de Kafka.

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