Indo à Londres I
Herman 31 de janeiro de 2008 às 10:00 am
Não sei se já falei sobre isso, talvez. Não sei se já escrevi sobre isso.
Não importa, pois se me repito em algumas coisas isso é sinal que estou sendo eu.
Ou que essas coisas me definem.
Espero entretanto não estar repetindo tanto os erros. Ou que pelo menos esses sejam poucos e que mudem com o passar dos tempos.
Mas hoje de manhã cedo, eu me repeti. Brinquei de imaginar o seu rosto, o seu sorrio, a sua tristeza e o seu perfume. E quando cansava de imaginar, buscava uma foto para redefinir o que tinha errado. E voltava a imaginar e a buscar.
Passei horas sem sair da cama, nessa brincadeira de imaginar e concretizar. E nessa brincadeira percebi com mais clareza ainda que a tristeza floresce nos seus olhos e no seu sorriso. Hoje, imaginei você. E o perfume era um aroma que se misturava com o seu cheiro de mulher. Infelizmente, perfume que eu não sentirei hoje, por muito tempo e quem sabe nunca mais.
Meu amigo, por favor, diga a ela que tive que vir. E vou a Londres para poder dar valor ao brilho daquele sorriso. Vou a Marrocos para combinar o ocidental com um pouco do oriental. Vou a Grécia para entender a minha origem. E vou a Holanda não sei porquê… Talvez apenas para matar o tempo antes que ele me mate por não parar de imaginar e buscar.
Meu amigo, diga isso a ela. Diga que apenas faço isso para a esquecer por segundos, já que hoje ou quem sabe nunca eu a poderei ter. Diga a ela meu amigo que foi verdadeiro e sincero. Diga a ela que um homem é aquilo que sente e aquilo que vive. E hoje eu não sou ninguém, pois tudo isso não passa de um brincadeira de imaginar e buscar as suas fotos, pois aquele corpo não está aqui e muito menos chegou um dia a sonhar e a pensar em mim.
Meu amigo, muito provavelmente ela já tem um novo amor ou resgatou algum antigo desses ainda inacabados. E é para não pensar nessas coisas que vou a Londres.
Um bom Carnaval na Austria.

